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Amizade, um presente de Deus

Testemunho por Henrique, de São Paulo-SP


As primeiras semanas do segundo semestre de estudos da faculdade não foram fáceis. Em cada uma delas, uma opressão e um desânimo diferentes. Em cada uma delas, Satanás me dizendo mentiras atrás de mentiras: que Deus não cabe nas conversas com as pessoas que conheço aqui; que se eu tentar falar algo sobre Deus e sobre o evangelho, apenas sairá pó da minha boca e não o poder que vem dEle para trazer vida aos mortos; que as pessoas estão distantes demais de Deus, de modo que não há nada que eu possa fazer para que elas sejam restauradas (como se nem mesmo Deus fosse poderoso o suficiente para alcançá-las); que eu estou sujo e que não busco a Deus o suficiente.


Eu nunca vi na minha vida nada que se compare às dificuldades de relacionamentos que eu vivencio na faculdade. As pessoas simplesmente não se conectam; as conversas são superficiais e se resumem a assuntos banais; ninguém conhece a vida pessoal de ninguém. Nos corredores, é comum passar por conhecidos e não dizer nem um "oi", "bom dia", "boa tarde".


Diante de todas essas dificuldades, Deus tem me dado o privilégio de participar das aflições de Cristo neste lugar (Fp. 1:29). Clamar por essas vidas, chorar por elas, me inquietar no íntimo ao ouvir a vida de pecado que quase todos têm levado e, acima de tudo, pedir pela benção do Senhor neste lugar. E de fato, em diferentes momentos tive a oportunidade de ver Deus mudando o ambiente espiritual. Porém, no último dia de agosto, Ele fez isso de maneira ainda mais clara.


Um conhecido meu me acompanhava no almoço e Deus já havia me dado momentos de conversas mais profundas com ele, mas a maneira como interagimos neste dia foi diferente. Em um dado momento, em que estávamos falando sobre relacionamentos e concordando que relacionamentos são a coisa mais importante da vida, ele me disse que eu era de verdade. Que dava pra ver na minha cara quando eu não gostava de um assunto, que ele valorizava isso e queria me ter por perto. A conversa continuou bem fluida e falamos também sobre Deus e espiritualidade. Terminei orando com ele.


No primeiro dia de setembro, pela manhã, indo pra faculdade, o Espírito Santo me mostrou de maneira mais clara aquilo que Deus fez. Percebi que nenhuma das aflições e pesares pelos quais passei foram em vão, que nenhuma das minhas orações por essas pessoas passaram despercebidas pelo Senhor. Posso afirmar com certeza que "Do seu templo ele ouviu a minha voz; meu grito chegou à sua presença, aos seus ouvidos." (Salmos 18:6).


O Senhor me concedeu uma oportunidade de amizade, de relacionamento. Sei que pode parecer pouco, mas pude experimentar de maneira diferente o poder do Senhor. Pude ver Deus começar a responder às minhas orações, com gestos aparentemente tão simples, que fizeram meu coração ser aquecido.


Derramei lágrimas de alegria ao meditar em todas essas coisas e meu coração ainda está estremecido por essa percepção do poder dEle.


Entendo que o chamado de Deus para o apóstolo Paulo – "Mostrarei a ele quanto deve sofrer pelo meu nome." (Atos 9:16) – é um chamado que deve se refletir na vida de todos os cristãos, à medida que nos alegramos no privilégio de poder carregar em nós as aflições do nosso Senhor. Os dias não têm sido fáceis, mas a recompensa de conhecer a Deus de maneira nunca antes imaginada tem valido mais do que a pena.


No final do ano passado, entendi a direção de Deus para dar a esse meu amigo o livro “Fé na era do ceticismo”, do Tim Keller. No último dia de aula, então, entreguei o presente pra ele. Ao retornarmos das férias, fiquei em dúvida se ele realmente o teria lido. Ao perguntar, fui surpreendido pela resposta: "Mano, esse livro era o que eu estava precisando. Li ele em dois dias. Voltei a ir pra igreja". Me alegrei demais ao ouvir isso.


Semanas depois, entendi de Deus que era hora de começarmos um discipulado. Sugeri, então, que lêssemos a Bíblia juntos e ele concordou. Desde então, temos tido esses encontros.


“Tudo isso provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por meio de Cristo e nos deu o ministério da reconciliação, ou seja, que Deus em Cristo estava reconciliando consigo o mundo, não lançando em conta os pecados dos homens, e nos confiou a mensagem da reconciliação. Portanto, somos embaixadores de Cristo, como se Deus estivesse fazendo o seu apelo por nosso intermédio. Por amor a Cristo lhes suplicamos: Reconciliem-se com Deus.” (2 Coríntios 5:18-20)

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